Durante todo o mês de julho, nos unimos à mobilização nacional do Julho Amarelo, campanha instituída pela Lei nº 13.802/2019 para reforçar a vigilância, a prevenção e o controle das hepatites virais no país. A iniciativa, simbolizada por um laço amarelo, tem no dia 28 de julho seu marco central: o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
As hepatites virais são inflamações do fígado causadas principalmente pelos vírus A, B e C, os mais comuns no Brasil. Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, o país registrou mais de 826 mil casos confirmados entre 2000 e 2024, sendo 11.166 novos casos de hepatite B e 19.343 de hepatite C somente em 2024.
De acordo com o Dr. Carlos Eduardo Brandão, chefe do serviço de Gastroenterologia do HSVP, “a maior dificuldade no combate às hepatites virais está no silêncio da doença: boa parte dos pacientes não apresenta sintomas por anos, e o diagnóstico só chega quando o fígado já sofreu danos importantes.”
Essa característica silenciosa é o que torna a campanha tão relevante. Muitas pessoas vivem décadas sem saber que estão infectadas, o que permite que a doença evolua para quadros mais graves, como fibrose avançada, cirrose e, em alguns casos, câncer de fígado. O boletim do Ministério da Saúde aponta ainda uma redução expressiva na mortalidade por hepatites nos últimos dez anos, resultado direto do avanço da vacinação e da ampliação do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Prevenção, testes e vacinas ao alcance de todos
A hepatite A é transmitida principalmente por água ou alimentos contaminados, enquanto as hepatites B e C se espalham por contato com sangue ou secreções, incluindo relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de objetos perfurocortantes, como agulhas e materiais de tatuagem. Existem vacinas seguras e eficazes contra as hepatites A e B, disponíveis gratuitamente no calendário nacional de imunização. Já a hepatite C, embora ainda sem vacina, conta com tratamento pelo SUS com medicamentos orais de alta taxa de cura.
No HSVP, o cuidado com a saúde do fígado integra a rotina dos nossos ambulatórios de gastroenterologia e hepatologia, com exames de sangue simples capazes de identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas. “Cuidar do fígado é cuidar do corpo inteiro. Quando esse órgão adoece, os efeitos se espalham pelo organismo de forma silenciosa, e é justamente por isso que a prevenção precisa ser parte do cuidado contínuo com a saúde”, destaca Dr. Carlos Eduardo.
Hábitos simples do dia a dia fazem diferença direta na proteção hepática: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção do peso saudável e consumo moderado de álcool são recomendações que se somam à vacinação e à testagem periódica como pilares de prevenção.
Alinhados às metas da OMS de eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, reafirmamos o papel do HSVP de referência em segurança e excelência assistencial, colocando à disposição da comunidade profissionais especializados e uma estrutura preparada para diagnóstico e tratamento em todas as etapas do cuidado.

