A internet ampliou o acesso à informação em saúde, mas também acelerou a circulação de conteúdos falsos sobre tratamentos e prevenção. Diante desse cenário, reforçamos uma orientação que faz parte de sua missão: buscar informação de qualidade é também um ato de auto cuidado, e cada compartilhamento responsável pode salvar vidas.
Os números mostram o desafio. Pesquisa de 2022 do Instituto Locomotiva apontou que 88% dos brasileiros já admitiram ter acreditado em alguma notícia falsa, colocando o país entre os mais vulneráveis do mundo à desinformação. Estudos de 2025 da Fiocruz indicam, ainda, que o público idoso é especialmente afetado, sendo responsável por boa parte das fake news compartilhadas em redes sociais, muitas vezes sem checagem prévia.
“A desinformação em saúde não é apenas uma questão digital, mas um risco clínico real, com potencial de impactar diretamente a vida das pessoas. Decisões baseadas em informações incorretas podem atrasar diagnósticos, induzir a atitudes equivocadas e até agravar quadros que poderiam ser prevenidos ou tratados precocemente com a orientação adequada. Nesse contexto, é essencial adotar uma postura crítica diante das informações que são consumidas e ter responsabilidade ao compartilhá-las.”, afirma a Diretora Técnica, Dra. Karina Tenan.
Como checar uma informação de saúde antes de acreditar
Antes de compartilhar qualquer conteúdo sobre saúde, vale dedicar alguns segundos a uma verificação simples. Esse hábito protege você e quem você ama, e evita que informações falsas se espalhem ainda mais.
Confira a fonte
- Prefira conteúdos produzidos por instituições reconhecidas: OMS, Fiocruz, Anvisa, sociedades médicas especializadas e hospitais de referência, como o HSVP.
- Desconfie de perfis anônimos, páginas sem identificação clara ou sites que não citam nenhum profissional ou estudo por trás das afirmações.
Verifique a data
- Uma informação verdadeira fora do contexto atual também desinforma. Protocolos mudam, recomendações são atualizadas e o que era orientação válida há alguns anos pode ter sido revisado. Sempre cheque quando o conteúdo foi publicado.
Desconfie do urgente e do milagroso
- Textos que pedem compartilhamento imediato ou que prometem curas rápidas são sinais clássicos de desinformação. Informação de qualidade não precisa de alarme para se sustentar.
Dra. Karina acrescenta: “Além disso, quanto ao uso da Inteligência Artificial (IA) também merece uma atenção cuidadosa. Embora seja uma ferramenta útil de apoio à informação e ao entendimento de temas de saúde, seu papel é complementar, não substituindo a avaliação clínica realizada por um profissional qualificado, que considera, de forma integrada, o histórico do paciente, exame físico, os fatores de risco e suas particularidades. É essa abordagem personalizada que garante maior segurança e precisão nos resultados.”
O Hospital São Vicente de Paulo é certificado por instituições internacionais, com protocolos e práticas validadas. Por esse motivo, tratamos a comunicação com a comunidade com o mesmo rigor da assistência médica. Os conteúdos vinculados em nossos canais oficiais são produzidos com revisão técnica das equipes responsáveis e seguem diretrizes das principais autoridades de saúde, reafirmando o compromisso de ser, também no ambiente digital, uma fonte segura para a população.
Acompanhe nossas redes e fique sempre bem informado:
https://www.instagram.com/hsvprj/
https://www.linkedin.com/company/hospitalsaovicentedepaulo/
https://www.facebook.com/hsvprj

